O “dia seguinte” do Vale do Lobo Grand Champions Millennium bcp não foi de menor azáfama. A acolhedora Vale do Lobo Tennis Academy, que serviu de cenário a um dos mais mediáticos e prestigiantes eventos tenísticos que ocorrem em Portugal (este ano ganho pelo norte-americano Jim Courier), tem de regressar à forma original e as equipas de desmontagem desdobram-se em mil e uma tarefas.
Atento a todos os pormenores, Pedro Frazão, director da prova e presidente da Premier Sports deambula pelo espaço e percebe-se facilmente que está dividido entre as tarefas de supervisão e as de projecção daquilo que poderá ser a edição do ano seguinte.
Analisando o que foram os quatro dias de prova, Pedro Frazão afirma-se satisfeito. «Tivemos oportunidade de assistir a uma final de grande nível, entre dois grandes campeões e que foi o culminar de uma semana de encontros bastante interessantes. Por isso, e porque os jogadores já me transmitiram a sua satisfação por terem estado num torneio diferente dos outros pela sua cordialidade e hospitalidade, não posso deixar de fazer um balanço bastante positivo».
Para o director do Vale do Lobo Grand Champions Millennium bcp nem o aparente alheamento do público comprometeu o sucesso da organização. «Este ano tivemos mais lugares de bancada tendo-se mantido o número de entradas vendidas. Assim, talvez tenha parecido que havia menos público mas a verdade é que passaram pelas instalações da nossa Academia quase dez mil espectadores em apenas quatro dias».
Não escondendo que o seu favoritismo quanto à vitória final recaía sobre Jim Courier – «já me manifestou a intenção de voltar para o ano» –, Pedro Frazão reconheceu que a ausência de Noah, por lesão, afastou algum público mais apreciador do ténis espectáculo. «No entanto, o resultado final é francamente encorajador e estou certo de que os jogadores que agora estão a ingressar no circuito vão encarnar o espírito de espectáculo que já não podemos dissociar de um evento deste género».
Mesmo assim, Pedro Frazão não deixa de registar a excepcional surpresa que foi o desempenho de Emílio Sanchez «que apareceu com uma enorme vontade de ganhar e alcançar um bom resultado».
Mas 2004 é passado e o director do Vale do Lobo Grand Champions Millennium bcp pensa já no futuro, embora reconheça que o crescimento em termos físicos é quase impossível. «Se a conjuntura for favorável e os patrocinadores continuarem do nosso lado, poderemos trazer ainda mais jogadores de primeiríssimo plano e eu nunca escondi que Boris Becker é um nome que está entre aqueles que gostaria de ver a jogar em Vale do Lobo. Mas ainda estamos longe do momento em que teremos de fazer opções e escolhas. Lá para Dezembro, saber-se-á alguma coisa, até porque há jogadores retirados que manifestaram a sua vontade de integrar o circuito».
Para consumo interno, e depois da aposta feliz em João Cunha e Silva, Pedro Frazão admite poder vir a convidar Nuno Marques para ser o representante português. «Se ele estiver interessado e exibir um ténis competitivo…».
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