Golfe, champanhe e boa companhia foi a combinação perfeita. Foram estes os principais ingredientes do torneio de golfe de Vale do Lobo, que encerrou as actividades desportivas que tiveram início na Academia de Ténis com a quarta edição do Vale do Lobo Grand Champions Millennium bcp, organizado pela Premier Sports.
Depois de quatro dias de ténis intensivo e de apurado o campeão de 2004, Jim Courier, as estrelas do Delta Champions Tour foram relaxar ao Royal Golf Course, onde decorreu a prova, com cerca de 200 jogadores, sendo organizada pelo Vale do Lobo Resort Turístico de Luxo.
Cinco jogadores – Mats Wilander, Mikael Pernfors, Richard Krajicek, Henri Leconte e Jim Courier – desfrutaram de uma manhã repleta de sol, regada com algum champanhe, entre um buraco e outro, para colocar em prática mais uma paixão em comum, o golfe.
Tudo era motivo de celebração e a festa, como tal, não poderia faltar. Para além do champanhe, que servia para celebrar os melhores ‘shots’, que, diga-se em abono da verdade, eram mais que muitos, a boa disposição imperou, como, aliás, aconteceu durante a estadia dos tenistas no Algarve.
Os dois suecos, o holandês e o francês, que se atrasara para o ‘shot’ de saída e apenas começara a jogar no buraco 2, constituíram um grupo muito peculiar e, certamente, o mais animado do torneio, a julgar pelas constantes comemorações, gargalhadas e “discussões” que protagonizavam ao longo dos ‘fairways’.
«Estamos a divertir-nos e a jogar melhor do que pensávamos. Gostava de ter jogado melhor ténis, mas, se não contarmos com isso, estou a gostar imenso de cá estar. O campo é maravilhoso, um dos melhores que já conheci», afirmou Mikael Pernfors, enquanto o divertido Henri Leconte colocava algumas reticências à opinião do sueco. «É bonito, mas também é difícil, porque tem dois ou três buracos algo complicados e, em algumas zonas, o ‘rough’ é muito alto», acrescentou, talvez recordando-se de um ‘drop’ que havia feito e em que a bola havia desaparecido na relva já ‘massacrada’ pelos seus colegas. Depois de cair literalmente no chão morto de riso, Mats Wilander, perante a cara do “azarado” Leconte, só conseguia dizer: «Foi o pior ‘drop’ que já vi em toda a minha vida!»
«É muito bonito jogar com os amigos e gozar de uma linda manhã, mas, dos quatro, Pernfors é o melhor, tem um ‘timing’ quase perfeito, é muito regular e, apesar das nossas brincadeiras, sabe manter a concentração», concluiu Leconte, também conhecido por “Ritton”.
Jim Courier, por seu turno, foi recebido e acompanhado, durante os 18 buracos, pelo campeão nacional e jogador de Vale do Lobo, António Sobrinho, que destacou as qualidades golfísticas do ex-número 1 do Mundo. «Ele não é um craque, mas tem jeito e joga bem. Aliás, quase todos os tenistas têm jeito para o golfe. O Courier tem ar de ser uma pessoa simpática. Está a ser um ‘match’ animado e ele tem-se revelado uma companhia impecável», avançou António Sobrinho, confessando que é sempre «bom passar 4 ou 5 horas com grandes estrelas» como as que brilharam no Vale do Lobo Grand Champions Millennium bcp.
O tenista norte-americano, por seu turno, aproveitou a presença de um jogador de golfe profissional para apurar o seu nível de jogo nos ‘fairways’, além de ter levado a namorada, Renata, como sua “motorista”. «O Sobrinho ajuda-me muito em cada buraco. Ele é uma grande profissional», disse Jim Courier que, surpreendentemente, é esquerdino a jogar golfe. «É por causa do ‘baseball’ e é a única coisa em que me pareço com o Mats (Wilander) …a jogar golfe», garantiu o tenista, que admira Annika Sorenstam e Ben Hogan, acrescentando que «o Royal Golf Course é um campo maravilhoso e um lugar fantástico para jogar».
Entretanto, o programa de actividades terminará esta noite com a ‘Summer Party’, oferecida por Vale do Lobo, e contará, entre outras coisas, com a presença da banda musical de Yannick Noah, “Zam Zam”, que, esta noite, poderá ter os contributos especiais de Jim Courier, na bateria, Mats Wilander, na guitarra, e Leconte, ao lado de Noah ao microfone. |
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