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Notícias 2004

Sánchez provoca Sporting no Pro-am do Millennium bcp
05-08-2004

Hoje (quinta-feira) os ‘courts’ de ténis do Vale do Lobo Tennis Academy encheram-se “especialmente” de craques das raquetes, uns mais que outros, obviamente, mas, a julgar pelo frenesim que se fazia sentir no recinto, logo pela manhã, a boa disposição era a palavra de ordem no recinto, onde está a decorrer o Vale do Lobo Grand Champions Millennium bcp.
Organizado pela Premier Sports, o primeiro Pro-am de ténis do torneio algarvio foi unicamente dedicado a alguns clientes do Millennium bcp, um dos principais patrocinadores da quarta edição do Vale do Lobo Grand Champions Millennium bcp, que este ano conta com a participação de Jim Courier, Mats Wilander, Michael Stich, Richard Krajicek, Henri Leconte, Emílio Sánchez, Mikael Pernfors e João Cunha e Silva.

Perante tal leque refinado de jogadores, a ansiedade dos amadores das raquetes, além de notória, era compreensível, afinal não é todos os dias que surge uma oportunidade de privar com algumas das estrelas do ténis mundial. Jim Courier & Cª não os fizeram “sofrer” mais e, depois de algumas breves trocas de palavras, acompanharam os seus parceiros para o palco de todas as acções, onde as gargalhadas, brincadeiras e troca de “mimos” imperaram, como exemplificam as palavras de Emilio Sánchez ao seu adversário, Paulo Andrade, administrador delegado da Sporting SAD. «O Sporting é campeão da Europa, não é verdade? Ah, não! É o FC Porto. Mas o Sporting é aquela equipa que joga de vermelho, certo?», lançava o espanhol, talvez na tentativa de desconcentrar Paulo Andrade que, por seu turno, limitava-se a rir e a entrar na brincadeira.

«Pedi para jogar contra o Emílio porque o ano passado já tinha jogado com ele e o McEnroe e foi uma experiência engraçadíssima. Ele é muito simpático e deixa-nos jogar, mas, neste caso, o resultado é secundário. Estou a jogar ténis dez vezes por ano, mas este evento não podia perder, pois o Pedro Frazão merece, afinal ele é uma pessoa excepcional e tem feito muito pelo ténis nacional e pelo turismo algarvio», disse o administrador-delegado da SAD do Sporting, enquanto José Basílio Pinto Bastos destacava a simplicidade do alemão e do espanhol. «Foi um prazer jogar com estes jogadores, porque são muito simpáticos. No US Open e em Roland Garros também já participei em Pro-ams, mas não é a mesma coisa, pois eles são mais sérios. Jogar com o Emílio e com o Stich é uma brincadeira contínua, porque, além de serem amáveis, têm um lugar no nosso coração».

A boa-disposição, contudo, não era única e exclusivamente parte integrante do ‘court’ nº 8, onde Stich e Paulo Andrade cederam perante a eficaz dupla formada por Sánchez e Pinto Bastos, pois mesmo ao lado estava o divertido Henri Leconte a fazer das suas, como já é habitual em Vale do Lobo. «Oh meu Deus, joga como eu, tão mal!», “gritava” o francês, referindo-se a João Cunha Rosa, seu parceiro no ‘match com a dupla formada por Pernfors e José Maria Santiago, que curiosamente vivia uma data especial. «Foi uma experiência magnífica, sobretudo num dia como hoje, em que faço 39 anos. Até aos 20 anos joguei tem todas as categorias de ténis em Portugal e joguei, inclusivamente, o torneio de juniores de Roland Garros, em 1983. Por isso, para mim foi um grande prazer encontrar jogadores que conheci enquanto juniores», confidenciou José Maria Santiago, acrescentando que Bjorn Borg sempre o impressionou, mas que admira toda a escola espanhola.

João Rapazote Fernandes, por seu turno, estava visivelmente impressionado com o momento que acabara de viver e não escondia a satisfação que sentira por jogar ao lado de Mats Wilander no confronto amigável com Jim Courier e Gonçalo Melo. «Sinto-me um vencedor, afinal joguei contra o Courier e estivemos quase a ganhar. Mas o Gonçalo estava com um serviço mais difícil que o do Courier, que estava a colocar bolas fáceis. Ele (Courier) é um ‘gentleman’ e fartou-se de me passar bolas para eu brilhar!», destacou Rapazote Fernandes, que teve o privilégio de jogar no ‘court’ central, onde decorrem todos os jogos do Vale do Lobo Grand Champions Millennium bcp e que hoje irá receber, às 17 horas, o duelo entre João Cunha e Silva e Mikael Pernfors.

O Presidente da Federação Portuguesa de Ténis, Manuel Valle-Domingues, que todos os dias acompanha ‘in loco’ o evento algarvio, também fez questão de participar no Pro-am, no qual fez parceria com Richard Krajicek, no confronto com João Cunha e Silva e João Barragão. «Foi fantástico, nunca tinha tido o prazer de jogar com ou contra jogadores como estes. Tive imenso gosto de jogar com o Krajicek, uma pessoa muito agradável e simpática. Além disso, jogar contra o João Cunha e Silva é muito agradável, porque em Portugal é o meu ídolo», confessou Manuel Valle-Domingues.

Foi, assim, neste ambiente de descontracção e convívio, sob condições climatéricas invejáveis, que as estrelas do Vale do Lobo Grand Champions Millennium bcp se prepararam para mais uma noite de ‘show’ e competição na Vale do Lobo Tennis Academy. Talvez por isso mesmo, Krajicek, no final do Pro-am, tenha interpelado o presidente da Federação Portuguesa de Ténis para, com um sorriso nos lábios, fazer um agradecimento muito especial. «Obrigada pela lição (de ténis)»!

 

Autor:
Gabinete de Imprensa da Premier Sports


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