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John McEnroe e Pat Cash no caminho de Jim Courier
08-06-2005

JOHN McENROE  E PAT CASH NO CAMINHO DE JIM COURIER

O NORTE AMERICANO E O AUSTRALIANO SÃO AS DUAS DAS GRANDES FIGURAS DA QUINTA EDIÇÃO DO VALE DO LOBO GRAND CHAMPIONS MILLENIUM BCP E DESAFIAM O CAMPEÃO DO ANO PASSADO

Para John McEnroe trata-se do regresso a um torneio que bem conhece e que já venceu em 2002 muito embora tenha falhado o objectivo de revalidar o título na final do ano seguinte. Já para Pat Cash é uma estreia absoluta no único torneio português integrado no Delta ATP Tour of Champions, organizado pela Premier Sports e que decorre no Algarve, na Vale do Lobo Tennis Academy, entre 2 e 5 de Agosto.

Agora com 40 anos, Cash ainda é recordado pelo estilo clássico do seu ténis, bem contrastante com a fita preta e branca que sempre colocava no cabelo, verdadeira “imagem de marca”. Sem nunca ter logrado alcançar a primeira posição do ranking mundial, o australiano falhou por duas vezes o triunfo no Open do seu país mas compensou tais desaires com um sensacional triunfo em Wimbledon, corria o ano de 1987. Nessa altura e perante a super-conservadora plateia do All England, Cash deu largas a todo o seu contentamento e, positivamente, “trepou pelas paredes” até chegar ao camarote onde se encontrava a família, namorada e treinador, para com eles festejar. Uma regra quebrada e que encontrou seguidores. Cash chega a Vale do Lobo já com duas presenças em outras tantas finais este ano (Doha e Hong Kong) e pode ser um obstáculo insuperável para os intentos de McEnroe, seguramente interessado em recuperar um ceptro que já foi seu.

Outros jogadores que marcarão presença na prova algarvia e cujos nomes ontem (hoje) foram revelados, são o espanhol Emílio Sanchez, o sueco Mats Wilander e o alemão Carl-Uwe Steeb, para além dos já anunciados Jim Courier, Paul Haarhuis e Nuno Marques.

O espanhol pode orgulhar-se de ser o único jogador que marcou presença em todas as edições da prova algarvia havendo mesmo quem diga que em 2004 se exibiu a um nível muito próximo do seu melhor. Wilander e Steeb também regressam a um torneio onde já marcaram presença mas com um desempenho algo discreto.

Jim Courier, detentor do título, já havia sido anunciado e volta à Vale do Lobo Tennis Academy, para tentar tornar-se no primeiro bicampeão do Vale do Lobo Grand Champions Millennium bcp. O norte-americano, de 34 anos, sucedeu no quadro de honra do torneio a Michael Stich (2003), John McEnroe (2002) e Jeremy Bates (2001), ao derrotar na final do ano passado o holandês Richard Krajicek por 6-2, 6-7 (6/8) e 11/9, num duelo de cortar a respiração, digno de um bicampeão de Roland Garros e de um campeão de Wimbledon, capaz de figurar entre os melhores encontros de ténis jamais realizados em Portugal.

O holandês Haarhuis, para além de todo o seu virtuosismo em pares que lhe valeu chegar ao primeiro lugar da hierarquia mundial, com a sua presença recebe a merecida prova de gratidão de Pedro Frazão porquanto disponibilizou-se, no ano passado, para completar o encontro de pares, isto após lesão de Leconte. É, igualmente uma aposta segura para cativar um mercado (o holandês) que é tão querido a Vale do Lobo e a um dos principais patrocinadores do evento.

Nuno Marques, a novidade portuguesa entre o lote de oito jogadores presentes. Considerado o melhor jogador nacional de todos os tempos, ele que teima em não abandonar uma carreira que concilia com a de treinador, tem a oportunidade de voltar a medir forças com jogadores que, sempre se disse, estavam perfeitamente ao seu alcance. Depois de João Cunha e Silva (que ainda poderá ser chamado a competir caso haja algum impedimento por parte dos oito convidados) cabe a Nuno Marques defender a honra lusitana e, quem sabe, superar o quarto lugar alcançado em 2003 pelo seu compatriota.

Em Vale do Lobo estarão jogadores de sete nacionalidades diferentes, cinco dos quais ex-n.ºs 1 mundiais. Entre si, os participantes totalizam 19 títulos do Grand Slam, 14 vitórias na Taça Davis, 17 títulos do Masters e uma medalha olímpica.

Competição com créditos firmados no seio do Delta ATP Tour of Champions, o Vale do Lobo Grand Champions Millennium bcp é considerado pelos jogadores como a melhor prova “outdoor” do circuito, rivalizando muito de perto com Londres (indooor). No entanto o torneio português perdeu a sua posição de segundo torneio do calendário, passando a ser o sexto, num circuito que cresceu significativamente, com o aumento do número de provas, de oito em 2004, para treze em 2005. Algo que não intimida o director do torneio para quem «esse facto fará com que os jogadores apareçam mais rodados e, portanto, com melhores capacidades potenciais de exibir um nível de ténis ainda mais elevado. O importante, é mantermo-nos como o primeiro torneio do Verão tenístico, ou seja, o primeiro depois do Mundo do ténis ter estado virado para Roland Garros e Wimbledon». Pedro Frazão sublinha, aliás, que «o alargamento do Delta ATP Tour of Champions é positivo. É sinal que o circuito ganha cada vez mais prestígio e só estamos à espera de sinais mais evidentes de retoma da Economia nos Estados Unidos, para que o Circuito Mundial de Veteranos cresça ainda mais. Por outro lado, estamos a assistir ao aparecimento de novos jogadores. Ora, se não houvesse novos torneios, não haveria hipóteses de oferecer oportunidades de jogo a todos. Desta forma, praticamente todos poderão jogar algumas vezes durante o ano».

 

Autor:
Lus


Organização:

  Última actualização: 09 de Julho de 2008 Copyright © 2007 Premier Sports, Lda