John McEnroe é um jogador temperamental. Nada de novidade. Mas há um traço de carácter que o norte-americano, com uma rebeldia que suscita ódio e paixão, preserva como voto sacramental: a palavra. Diz e faz.
«É uma questão de honra para mim!», assevera. Venceu na edição de 2005, tornando-se no único bicampeão do Vale do Lobo Grand Champions Millennium bcp, e logo prometeu regressar neste ano, para defender o título. «Não podia faltar, pois tenho o título a defender e faço questão de cumprir com o que afirmei. Sinto-me feliz por estar aqui», referiu McEnroe, o mais velho dos tenistas inscritos no circuito mundial de veteranos, este ano com a designação Merrill Lynch ATP Tour of Champions.
Já anteriormente McEnroe surpreendera quando manifestara a intenção de voltar a competir no circuito profissional, competindo na variante da pares, com o sueco Jonas Bjorkman, no torneio de San José, na Califórnia. Mais surpreendente foi que vaticinara vencer. E assim aconteceu, com 47 anos, o que também é digno de registo.
Agora no Algarve, no cocktail de apresentação desta sexta edição, McEnroe já agendou a presença em Estocolmo, em Outubro (de 9 a 15), novamente com Bjorkman a seu lado. Um torneio que, em singulares, o norte-americano venceu por quatro vezes (1978, 79, 84 e 85) e o sueco uma única vez (1997). Os dois veteranos vão agora tentar inscrever o nome entre os vencedores de pares. Projecto ambicioso e aliciante, mas, para McEnroe, o «importante é jogar bom ténis».
Nesta terça-feira, primeiro dia do Vale do Lobo Grand Champions bcp, McEnroe joga com o pentacampeão português João Cunha e Silva, que nunca defrontou. «Big Mac», que estará presente na em Graz e Frankfurt (sétima e décima primeira provas do «Tour» de Veteranos, respectivamente), sente-se «bem e em boa forma» e espera «fazer um bom torneio».
Nem sequer teme a concorrência. «Há jogadores com um jogo interessante neste torneio, mas espero jogar melhor do que eles», referiu, esperançado na conquista do terceiro título nesta competição organizada pela Premier Sports. Será que diz e faz?
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